podia ser um branco no mar
ou o silêncio entre as orelhas
suspenso de ruído...
espelho meu é no outro
que me confronta frente a face conhecida minha
embaçada, torpe, destilada na tristeza do erro
do que se repete sem ser lembrado
do que se repete sem ser nunca ouvido
há não ser quando vem a dor da perda da imagem refletida
num semblante de paixão.
quero você
quero quero e já quase não quero mais
se a bobagem vem de mim... não me perdôoo
dói dói dói feito punhal no peito fecha a boca estômago
não há órgão digestivo que lateje, não há fome, não há fome
há uma única presença
a do medo da perda e da ausência
como temer porque temor temor?
ausência de reflexo inibe, fecha, mata
sem luz refletindo a mim não há você
sem você reflexo
sombra se curva, cala e permanece
corrupta, devassa, sorrateira
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
quinta-feira, 26 de julho de 2007
me movo
da noite fria curitibana
o verao ardente americano
do silencio cru do esquecimento
a pele resiste lenta e plástica, `a lembrança
ouço e emudeço
olho e nao toco
sinto e enjoo
benza-me cinzas
queime em desgelo
cuspa em respeito
lembre que choro
o verao ardente americano
do silencio cru do esquecimento
a pele resiste lenta e plástica, `a lembrança
ouço e emudeço
olho e nao toco
sinto e enjoo
benza-me cinzas
queime em desgelo
cuspa em respeito
lembre que choro
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