quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

só sozinha solitude solidão

podia ser um branco no mar
ou o silêncio entre as orelhas
suspenso de ruído...

espelho meu é no outro
que me confronta frente a face conhecida minha
embaçada, torpe, destilada na tristeza do erro
do que se repete sem ser lembrado
do que se repete sem ser nunca ouvido
há não ser quando vem a dor da perda da imagem refletida
num semblante de paixão.

quero você
quero quero e já quase não quero mais
se a bobagem vem de mim... não me perdôoo
dói dói dói feito punhal no peito fecha a boca estômago
não há órgão digestivo que lateje, não há fome, não há fome
há uma única presença
a do medo da perda e da ausência
como temer porque temor temor?

ausência de reflexo inibe, fecha, mata
sem luz refletindo a mim não há você
sem você reflexo
sombra se curva, cala e permanece
corrupta, devassa, sorrateira